A janela do hospital

fevereiro 18, 2009 às 12:41 pm | Publicado em ...fingimos não ver, Coisas que..., Médico | Deixe um comentário

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Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital. Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo. Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela.

O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro. Ele dizia que da janela dava pra ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no céu da cidade.

Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca. Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu que havia um desfile na rua, embora ele não pudesse escutar a música, ele podia ver e descrever tudo.

Dias e semanas passaram-se. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens, mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante o seu sono à noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora.

Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu a enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável, o deixou sozinho no quarto.

Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu fazê-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou a enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava pra ver um muro branco?

A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.

Autor Desconhecido.

Fonte eyes

dezembro 18, 2008 às 12:56 pm | Publicado em Macacadas | Deixe um comentário

Filme: Blindness

novembro 26, 2008 às 1:23 am | Publicado em Filmes | Deixe um comentário

Sinopse:

O vencedor do Prêmio Nobel de literatura, José Saramago, e o aclamado diretor Fernando Meirelles (O Jardineiro Fiel, Cidade de Deus) nos trazem a comovente história sobre a humanidade em meio à epidemia de uma misteriosa cegueira. É uma investigação corajosa da natureza, tanto a boa como a má – sentimentos humanos como egoísmo, oportunismo e indiferença, mas também a capacidade de nos compadecermos, de amarmos e de perseverarmos.

O filme começa num ritmo acelerado, com um homem que perde a visão de um instante para o outro enquanto dirige de casa para o trabalho e que mergulha em uma espécie de névoa leitosa assustadora. Uma a uma, cada pessoa com quem ele encontra – sua esposa, seu médico, até mesmo o aparentemente bom samaritano que lhe oferece carona para casa terá o mesmo destino. À medida que a doença se espalha, o pânico e a paranóia contagiam a cidade. As novas vítimas da “cegueira branca” são cercadas e colocadas em quarentena num hospício caindo aos pedaços, onde qualquer semelhança com a vida cotidiana começa a desaparecer.
Dentro do hospital isolado, no entanto, há uma testemunha ocular secreta: uma mulher (JULIANNE MOORE, quatro vezes indicada ao Oscar) que não foi contagiada, mas finge estar cega para ficar ao lado de seu amado marido (MARK RUFFALO). Armada com uma coragem cada vez maior, ela será a líder de uma improvisada família de sete pessoas que sai em uma jornada, atravessando o horror e o amor, a depravação e a incerteza, com o objetivo de fugir do hospital e seguir pela cidade devastada, onde eles buscam uma esperança.

A jornada da família lança luz tanto sobre a perigosa fragilidade da sociedade como também no exasperador espírito de humanidade. O elenco conta com: Julianne Moore (Longe do Paraíso, As Horas), Mark Ruffalo (Zodíaco, Traídos Pelo Destino), Alice Braga (Eu Sou a Lenda, Cidade de Deus), Yusuke Iseya (Sukiyaki Western Django, Kakuto) Yoshino Kimura (Sukiyaki Western Django, Semishigure), Don McKellar (Monkey Warfare, Childstar), Maury Chaykin (Verdade Nua, Adorável Julia), Danny Glover (Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho, A Cor Púrpura) e Gael García Bernal (Babel, Diários de Motocicleta, E Sua Mãe Também).

Fonte: Site oficial em português.

Trailer:

IMDb: Blindness

Certas coisas… › Editar — WordPress

novembro 25, 2008 às 1:16 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

via Certas coisas… › Editar — WordPress

Versão: Alien

novembro 24, 2008 às 1:21 am | Publicado em Outras versões | Deixe um comentário

Simplesmente P-E-R-F-E-I-T-O

novembro 11, 2008 às 3:20 pm | Publicado em Em situações como..., Trabalho | Deixe um comentário

Ah, fala se também já não te deu vontade? ;P

Cegos que vêem

outubro 9, 2008 às 11:59 am | Publicado em Citações | Deixe um comentário

Penso que não cegámos, penso que estamos cegos,
Cegos que vêem,
Cegos que, vendo, não vêem.

José Saramago 
“Ensaio sobre a Cegueira”

O medo cega

outubro 7, 2008 às 12:03 pm | Publicado em Citações | Deixe um comentário

O medo cega, disse a rapariga dos óculos escuros.
São palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos.
O medo nos cegou. 
O medo nos fará continuar cegos.

José Saramago
“Ensaio sobre a Cegueira”

Se podes olhar

outubro 5, 2008 às 12:01 pm | Publicado em Citações | Deixe um comentário

Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara.

José Saramago
“Ensaio sobre a Cegueira”

Dia de Fúria

agosto 25, 2008 às 3:15 pm | Publicado em ...não se fala, Coisas que..., Em situações como..., Trabalho | Deixe um comentário

Eu penso que uma pessoa pode enlouquecer se, num dia de fúria, não gritar, gritar, gritar ou correr até cansar, ou quem sabe, bater com um taco de baseball na cabeça de “alguém” que NÃO CALA A MALDITA BOCA POR UM SEGUNDO…

E eu me pergunto: Será que fui Hitler ou Barrabás na outra encarnação?

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